sexta-feira, 25 de outubro de 2013

24 de outubro de 2013 (5a. feira)


           Dos 15 dias que devo passar aqui no Rio de Janeiro este é o primeiro. Fiquei muito tempo logada no computador. Não posso usar o tablet porque meu neto quer. Ele jogou – de má-criação – o tablet dele no chão e partiu em dois. Chorou, etc e tal, e quer porque quer outro. Caso ele veja o meu vai pensar que é o dele. Ele está com 2 anos e onze meses. Ele tinha o dele, mais ou menos, desde os 2 anos e meio. O mundo está muito mudado mesmo. À tarde, fui à farmácia, na Cidade de Deus, comprar Still, o colírio anti-inflamatório. Foi na Drogaria Exata. Perguntei onde eu poderia comprar jornal. Na comunidade não tem banca de jornais e revistas. Eu deveria ir até o Prezunik e este supermercado fica muito longe e o sol está escaldante. Sensação de 40º. Os termômetros estão marcando 38º.  

          Abaixo vou transcrever mais um capítulo do livro: “ A maior história de todos os tempos: a própria vida” . Leiam a crônica 1º. Ano C:


         1º. ANO C


Quando entrei para a Escola, aos 7 anos de idade, fui direto para a Escola do Sindicato dos Operários. Era bem a cara do papai. Ele era sindicalista atuante. Entrei para o 1º. Ano A, mas eu já sabia ler e dentro de 2 meses pulei para o 1º. Ano C. O 1º. A era a pré-alfabetização, o 1º. Ano B era o intermediário entre o pré e a Alfabetização (os que já sabiam ler). No 1º. Ano C li muitas histórias bonitas, aprendi a fazer contas e até a de multiplicar.


O que eu não gostava era de História e Geografia. O método era o da “decoreba”. E decorar não era a minha praia. Eu só gostava de decorar a tabuada. E a professora perguntava quanto era 7 x 7 e eu toda exibida respondia rapidinho. As aulas de Português, Gramática e Aritmética eu adorava. Eu achava as professoras tão bonitas! Aquele batom era deslumbrante! E os sapatos altos?

 
              Não sei como as professoras conseguiam dar aula com turmas mescladas, com crianças de idades tão diferentes! Éramos todos inocentes, criados longe da realidade da vida. Era uma cidade do interior (Campo Grande não era a capital ainda). Vivíamos a realidade do campo, de uma vida muito simples, sem brinquedos comprados em loja. Vivíamos o pós-guerra (II Guerra Mundial) e as coisas não era fáceis.


O tempo que passei na escolinha da Rua Maracaju foram muito gratificantes. Eu ia sozinha com meu irmão César. Isso era bom. Eu me sentia independente, grande. Nós íamos e voltávamos da escola sozinhos. Na volta da escola, quando chovia, nós tirávamos os sapatos e as meias e vínhamos caminhando pela enxurrada. Que delícia! Que sensação de liberdade!

 
         A frase do dia: “A liberdade é a que nos constitui entes morais bons ou maus: é um grande bem para quem tem juízo; e para quem o não tem, um mal gravíssimo” (Marquês de Maricá).

24 de outubro de 1929, início da Grande Depressão: “Quinta-feira negra”. Em 24 de outubro de 2006, o presidente Washington Luís foi deposto, ponto culminante da Revolução de 1930, conduzindo Getúlio Vargas ao poder. Em 24 de  outubro 1932, nasceu a ex-jogadora de vôlei brasileira Fernanda Venturini. Em 24 de  outubro de 1970, nasceu a atriz francesa Catherine Deneuve. Em 24 de outubro de 1842, morreu o líder da independência chilena Bernardo O’Higgins. Em 24 de  outubro de 1957, morreu o estilista francês Christian Dior.  

Li a Revista Época datada de 21 e outubro de 2013, que trouxe como manchete de capa “Caráter se aprende na Escola”. Além de Matemática e Português, os alunos agora terão nota de perseverança, otimismo, curiosidade e outros traços de personalidade.

 

            Até amanhã meus fiéis seguidores!

 

 

 

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

23 de outubro de 2013 (4a. feira)


         Hoje concluí os preparativos para a viagem ao Rio de Janeiro. Saí de casa às 13 horas. Eu tomaria o avião às 15h48min. “Caipira não perde trem”, assim diziam minha avó materna Luzia e minha mãe Lucina. Prefiro aguardar o avião no aeroporto que chegar em cima da hora. Deu tempo d’eu ir ao caixa eletrônico e ainda comprar um presentinho para Gustavo (o jornalista). Fiz uma viagem tranquila pela TAM. Serviram um lanche delicioso (porque geralmente não é). Cheguei e telefonei para Joãozinho vir me pegar. Na volta ainda estava um trânsito bastante pesado. Passamos no Subway e compramos sanduíche para todo mundo. JG  pagou. Dei a João Gabriel um carrinho que ele não pode brincar porque deveria ter bateria. Eu não sabia e não comprei. Apesar disso, – ele  entendeu que precisava de bateria e que só poderia comprar no dia seguinte, – ele dormiu abraçadinho ao carro.

          Abaixo vou transcrever mais um capítulo do livro: “ A maior história de todos os tempos: a própria vida” . Leiam a crônica Colégio Estadual Campo-grandense:


         COLÉGIO ESTADUAL CAMPO-GRANDENSE


Foi Escola Maria Constança, depois Liceu Campo-grandense, Colégio Estadual Campo-grandense. Ficava no Bairro Amambaí (um bairro quase exclusivamente de militares). Ficava exatamente na Rua Y-Juca Pirama, mais tarde rua Marechal Cândido Rondon. O Colégio Estadual Campo-grandense foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em Campo Grande no ano de 1954.

 
Aquilo pra mim era um sonho. Colégio de linhas arrojadas para a época e para sempre. Para Campo Grande era o primeiro ou um dos primeiros do ensino secundário. E fazer o ensino secundário era o máximo da educação no Estado. Embora Campo Grande fosse mais desenvolvida – dizem – que Cuiabá, ainda não existia o Curso Ginasial, muito menos o Científico.

 
 Estava felicíssima em ir para esse Colégio. Eu ficava boquiaberta com tanta modernidade e beleza. Aquelas linhas curvas eram encantadoras. Passando por lá 40 anos depois nem o achei bonito assim. Achei-o acabadinho, porque quando eu fui estudar lá era tudo novo, pintado de branco e azul clarinho e limpo, muito limpo. As carteiras eram de madeira pesada. O quadro-negro era negro e ia de um lado ao outro da parede. Não mais aqueles quadros pequenininhos sobre cavaletes.

Era a oportunidade dos filhos dos operários, dos militares, filhos de pequenos comerciantes estudarem num colégio bom, de grife. Tinha um filho de deputado que estudava lá porque era o melhor colégio da cidade. Até o cantor Ney Matogrosso foi meu contemporâneo. Seu irmão Grey também estudou lá. Aliás, a primeira vez que vi alguém usar uma calça jeans foi Ney.

 
Entrei em 1955 e saí em 1959 ou 60.  Um colégio que deixou boas lembranças.


A frase do dia: “Mas lembrar-se com saudade é como se despedir de novo” (Clarice Lispector).
 

    23 de outubro de 1948, a primeira cópia xerográfica foi feita nos Estados Unidos. Em 23 de outubro de 2006, ao fim de 14 anos, Felipe Massa voltou a dar a vitória em um Grande Prêmio do Brasil na Fórmula 1 a um piloto brasileiro. Em 23 de  outubro 1948, nasceu o humorista, compositor, escritor e cantor brasileiro Juca Chaves. Em 21 de  outubro de 1944, nasceu a atriz francesa Catherine Deneuve. Em 23 de  outubro de 1908, morreu o humorista, jornalista e poeta brasileiro Arthur Azevedo. Em 23 de  outubro de 1954, morreu o escritor modernista brasileira Oswald de Andrade. Hoje é comemorado o Dia da Iluminação, Dia da Praça, Dia do Enólogo, Dia do Paraquedista, Dia do Protesto Mundial contra o Uso do Eletrochoque, Dia Internacional de Atenção à Gagueira e Dia Nacional da Cidade-Estado do Vaticano.

 
Hoje não li jornal. De manhã nã tive tempo. À tarde passei viajando.

 
Li não, folheei a Revista da TAM no avião.

 
            Até amanhã meus fiéis seguidores!

 

22 de outubro de 2013 (3a. feira)


          Fui ao Bradesco fazer uma transferência porque não pude fazer pela Internet porque a senha estava bloqueada. Fui ao Citibank fazer um depósito. Fui e voltei a pé. Fui à manicure também.

          Abaixo vou transcrever mais um capítulo do livro: “ A maior história de todos os tempos: a própria vida” . Leiam a crônica As Turmas:


AS TURMAS


Uma das coisas que mais gostei de trabalhar na Penitenciária foi que as turmas eram pequenas com 12 a 15 alunos. Para quem estava acostumada com turmas de sessenta e tantos alunos foi uma surpresa.  Primeiramente peguei uma turma com 20 alunos. Depois que fomos para os Módulos as turmas diminuíram de tamanho.

 

Módulos são os diferentes pavilhões. Existem 6 módulos na Penitenciária Lemos Brito (PLB). Já o Presídio Salvador não é subdividido por módulos. Existe o Pavilhão Central e o Anexo. Na Colônia Penal Lafayette Coutinho há duas alas, A e B. são duas salas de aula dentre uma ala e outra. Na Penitenciária Feminina há duas salas de aula. Trabalhei nestas quatro penitenciárias. Nunca trabalhei na Cadeia Pública e nem no Semiaberto. A PLB com capacidade para três mil presidiários é a maior de todas.

 

O Presídio Salvador é a entidade que recebe os presos ainda não sentenciados, são os que têm até quatro anos de internados. A PLB tem os presos geralmente condenados a muitos anos de prisão. Os da Lafaiete Coutinho são os que podem sair para trabalhar ou que estão prestes a sair. Este ‘prestes’ pode levar anos.

  

Quando fui dar aula para o Ensino Médio peguei salas com 6 alunos no máximo. Havia salas com 1 ou 2 alunos e dávamos aulas como se a sala tivesse cheia de alunos. Havia professores de Física, Química, Matemática, Português, História, Geografia, Inglês...

 

As nossas turmas resumiam-se a esses poucos, pouquíssimos alunos. Como não gostar de dar aula assim? De mais a mais o ano letivo era quebrado por diversos fatores: não havia aula. Não havia aula quando eles estavam no castigo ou quando ficavam doentes ou quando estavam indispostos ou quando os alunos faziam greve ou quando os professores faziam paralisação Tem mais: dia de baculejo não havia aula.

 

P.S. O que é baculejo? É a revista feita por policiais para buscar drogas e armas, com detectores de metais e cães farejadores. Os policiais desarrumam ou destroem as celas dos presos e são bastante agressivos.

 

            A frase do dia: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” (DARWIN, Charles, cientista inglês apud Jornal A Tarde, de 21 de outubro, 2ª. feira. Caderno 2. Pág. 2).

 

   22 de outubro de 1938, a primeira cópia xerográfica foi feita nos Estados Unidos. Em 22 de outubro de 2006, ao fim de 13 anos, Felipe Massa voltou a dar a vitória em um Grande Prêmio do Brasil na Fórmula 1 a um piloto brasileiro. Em 22 de  outubro 1938, nasceu o humorista, compositor, escritor e cantor brasileiro Juca Chaves. Em 22 de  outubro de 1943, nasceu a atriz francesa Catherine Deneuve. Em 22 de  outubro de 1908, morreu o humorista, jornalista e poeta brasileiro Arthur Azevedo. Em 22 de  outubro de 1954, morreu o escritor modernista brasileira Oswald de Andrade. Hoje é comemorado o Dia da Iluminação, Dia da Praça, Dia do Enólogo, Dia do Paraquedista, Dia do Protesto Mundial contra o Uso do Eletrochoque, Dia Internacional de Atenção à Gagueira e Dia Nacional da Cidade-Estado do Vaticano.

 

Uma boa notícia que deu no Jornal A Tarde, de 22 de outubro de 2013, 2a. feira: “Pré-Sal – Petrobras lidera consórcio que explorará Libra”. São violentos protestos, o governo federal realizou o leilão do campo de Libra, maior área de petróleo do país. O consórcio formado pela Petrobras, Shell (anglo-holandesa), Total (francesa), CNOOC e CNPC (estatais chinesas) foi o vencedor. A ANP estima que Libra vai gerar cerca de R$ 300 bilhões em royalties ao longo de 30 anos de produção.

 

Uma notícia ruim que deu no Jornal A Tarde, de 22 de outubro de 2013, 2a. feira: “Ribeira do Pombal – Ladrões roubam fazenda e levam prefeito como refém”. O prefeito de Ribeira do Pombal, Ricardo Maia, e sua madrasta, Carla Sibele, foram mantidos como reféns por cinco horas. Ladrões roubaram dinheiro e joias da fazenda do pai de Maia.

Li no Jornal A Tarde, de 22 de outubro de 2013, 2a. feira, que trouxe a seguinte manchete: “Operadoras – Planos de saúde oferecerão 37 remédios contra câncer. Agência Nacional de Saúde Suplementar determina novos procedimentos obrigatórios e anunciou a inclusão de 87 procedimentos.

 

Fiz palavras cruzadas e sudoku.

 

            Até amanhã meus fiéis seguidores!

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

21 de outubro de 2013 (2a. feira)


           2a. feira, logo bem cedo, fui à Clivan, dr. Ivan Urbano, para fazer a limpeza de minhas lentes quando da cirurgia de catarata. Estranhei que o trânsito estava leve, livre poucos carros, fluindo muito bem. Aí fiquei sabendo que era o Dia do Comerciário. Realmente, o comércio estava fechado. Bancos, escolas e repartições públicas funcionaram normalmente. Pois bem, o  médico fez o tratamento que levou uns 15 minutos. Um pouquinho desconfortável. Ele me avisou que eu enxergaria embaçado e que, depois de 15 minutos, minha visão voltaria ao normal. Fiquei praticamente cega e a visão só ficou normal depois de 2 horas. Comecei a enxergar melhor que antes. Depois fui à farmácia apanhar o Maleato de Enalapril. Cheguei a casa por volta das 14 horas. Almocei e fui direto para o computador.

          Abaixo vou transcrever mais um capítulo do livro: “ A maior história de todos os tempos: a própria vida” . Leiam a crônica A Fuga:


                                                         A FUGA


A Penitenciária é um verdadeiro barril de pólvora. Para quem chega lá vê pessoas silenciosas, uns andando pra lá, pra cá. Outros de cócoras, pensativos. Outros encostados à parede, com um pé sobre esta. Outros sentados no chão. Outros jogando dominó ou dama. Outros jogando bola. Há um momento em que a maioria se movimenta. É a hora da “rampa”. Esta hora da rampa é o momento em que é servido o café da manhã, o lanche, o almoço ou o jantar.

 

Esta impressão de tranquilidade é apenas aparente. Basta um achar que o companheiro é traidor, ou que está olhando diferente ou que não obedece as ordens do “chefe”, para ser justiçado. E eles são duros, cruéis. Não sei onde eles acham tanto pedaço de madeira. E as surras são violentas, de sair sangue, do elemento desmaiar ou até morrer. Isto quando não há rebelião.

 

Estava eu atravessando a porta principal do pavilhão cognominado de Módulo IV (hoje desativado). Aquela porta era passagem obrigatória da escola. Ali estavam, na Recepção, agentes, alguns presos conversando com advogados... e eu! Passei e os cumprimentei como fazia sempre, parecia tudo normal. Os presos estavam sem algemas conversando com seus respectivos advogados.

 

E eis que, não mais que de repentemente, passa um preso em um carreirão, numa carreira obstinada, deixando todos boquiabertos e seu advogado perplexo. Eu, que naquele momento entreabria a porta para passar – veja que sandice a minha! – tentei barrar o preso... Ele me afastou bruscamente com a mão esquerda. Foi apenas um ato intuitivo. Quem sou eu para afastar um homem que estava ensandecido, que fugia de uma penitenciária?

   

Ele só foi recuperado três ou quatro horas depois. Pela Portaria Central era impossível ele passar. Ele correu para o fundo que tem um muro de três ou quatro metros de altura. Não conseguiu passar. Foi capturado e voltou para a cela, para o castigo. Estava sujo, todo rasgado, ensanguentado. Mais tarde ele disse que, quando se sentiu solto, sem pensar, largou o advogado e saiu correndo em busca da liberdade.

 

Uma coisa é certa. A única coisa que realmente um preso pensa é em liberdade!

 

            A frase do dia: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” (DARWIN, Charles, cientista inglês apud Jornal A Tarde, de 21 de outubro, 2ª. feira. Caderno 2. Pág. 2).

 

21 de outubro de 1879, Thomas Edison inventou a lâmpada elétricsa. Em 21 de outubro de 2004, a Polícia Federal prendeu o publicitário Duda Mendonça em uma rinha de galo no Rio de Janeiro, acusado de crime ambiental. Na época ele trabalhava como marqueteiro Luís Inácio Lula da Silva. Em 21 de  outubro 1940, nasceu o o rei do futebol Edson Arantes do Nascimento (Pelé). Em 21 de  outubro de 1963, nasceu a atriz brasileira Marisa Orth. Em 21 de  outubro de 1889, morreu o industrial e político brasileiro Visconde de Mauá. Em 21 de  outubro de 1984, morreu o diretor de cinema francês François Truffaut. Hoje é comemorado o Dia da Iluminação, Dia da Maçã (Apple Day), Dia do Contato Publicitário, Dia do Despachante Público, Dia do Ecumenismo, Dia Nacional da Alimentação na Escola.

 

Uma boa notícia que deu no Jornal A Tarde, de 21de outubro de 2013, 2a. feira: “Ensino Médio – Projeto leva videoaulas a escolas no campo”. São mais de 560 mil quilômetros de área, 417 municípios, 15 milhões de habitantes. Levar educação a todos os extremos  da Bahia é um grande desafio.

                Li no Jornal A Tarde, de 21de outubro de 2013, 2a. feira, que trouxe a seguinte manchete: “Consumo – Camelôs vendem alimentos vencidos de mercadinhos”. Produtos perecíveis de vários tipos e diferentes marcas estão à venda nos camelôs do centro de Salvador, expostos na calçada, sem nenhum tipo de refrigeração e com a data de validade ou adulterada. Nutricionistas alertam que esse tipo de consumo pode gerar problemas à saúde, como intoxicação, infecções intestinais e até botulismo.

 

Fiz palavras cruzadas e sudoku.

 

            Li a Revista Muito, de 20 de outubro de 2013, que trouxe a seguinte manchete de capa: “Inconsciente Coletivo”. As ideias  de Carl Jung vivem um florescimento na Bahia com cursos lotados e mercado editorial aquecido.

 

            Até amanhã meus fiéis seguidores!

 

 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

20 de outubro de 2013 (domingo)


             Passei o domingo enfurnada dentro de casa, mas adiantei bastante minhas pendências no computador, embora ele estivesse bastante lento. Não tive tempo de ler revista.

          Abaixo vou transcrever mais um capítulo do livro: “ A maior história de todos os tempos: a própria vida” . Leiam a crônica Os Pêsames:


 


                                               OS PÊSAMES


 


23 ou 24 de agosto de 1981. Rio de Janeiro. Era o enterro de Glauber Rocha, pois ele havia falecido no dia 22. Não sei o que fui fazer no Cemitério São João Batista: se foi para assistir ao enterro (credo, que mau gosto!) de Glauber ou por qualquer outro motivo. Minha casa ficava relativamente próxima do cemitério. Eu morava em Copacabana à rua Ministro Alfredo Valadão esquina com Figueiredo de Magalhães. Era só atravessar o túnel.

 

Nunca vi tantas coroas de flores. Cada coroa mais linda que outra. O carro chegou atapetado de lindas coroas, que eles descarregavam ali mesmo, próximo da entrada principal, dentro do cemitério. Era lindo de ver, embora fosse símbolo da tristeza. Eram loas ao finado. Outras eram de agradecimento. Outras de sentimento, dor, tristeza.

 

Eu me encontrava ali, próxima ao portão de entrada. Só observando tudo. As pessoas apressadas que iam e vinham. Ou pessoas elegantérrimas. Ou estilo hippie. Ou sorridentes. Ou tristes. Ou chorando. Com olhos atentos vislumbrava o contraste dos elegantes com o dos descanados, chinelos de pneu, camisetas surradas, pintadas à mão, calças largas, muito largas, listradas, com cós de cordão amarrados à cintura...

 

Impassível, encontrava-me ali quando um rapaz muito bonito me deu ‘os pêsames’, antes que eu explicasse que não era da família, que era apenas uma fã etc, etc... Ele... escafedeu-se. Logo em seguida veio uma senhora elegante, de azul e me estendeu a mão. Eu também estendi. E ela me abraçou e começou a chorar. Dei uns tapinhas nas costas dela e ela se foi. Quando vi havia uma fila de gente para me dar ‘os pêsames’.

 

Eram senhores engalanados com ternos, homens de camiseta e calças jeans, eram senhoras de todos os estilos. Só não me lembro de crianças nem de moçoilas. Um cineasta no auge da fama, por volta dos 43 anos de idade por certo que tinha muitos admiradores, fãs e seguidores. Alguma pessoa daquele tempo deve ter se perguntado quem era aquela moça. Até vejo perguntarem, não era a fulana. Não a beltrana. Não, não era...

 

Naturalmente confundiram-me com algum familiar dele ou ex-mulher. Sei lá! No meio da multidão sai um repórter com um bloquinho na mão e um fotógrafo. Saio de mansinho, por entre a multidão, puxando João Gilberto pela mão e fujo daquele segundo de exposição – embora eu nada o fizesse para isso! Recebi as condolências e fui rezar em casa pela alma dele e pelo equívoco que, involuntariamente, causara.

 

            A frase do dia: “O que acontece muito é alguma fã vir com o papo de que queria perder a virgindade comigo” (ANDRADE, Rodrigo, ator, em entrevista ao Jornal O Dia).

 

20 de outubro de 1097, Primeira Cruzada: Cruzados chegam na cidade de Antióquia da Síria. Em 20 de outubro de 1974, a peça de teatro Calabar, de Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra, foi proibida pela Censura Federal. Em 20 de outubro 1854, nasceu o poeta francês Arthur Rimbaud. Em 20 de outubro de 1859, nasceu o filósofo americano John Dewey. Em 20 de outubro de 1570, morreu o primeiro historiador português, João de Barros, chamado o Tito Lívio português. Em 20 de outubro de 1994, morreu o ator americano Burt Lancaster. Hoje é comemorado o Dia do Arquivista, Dia do Maquinista Ferroviário, Dia Mundial da Estatística, Dia Mundial da Osteoporose, Dia Mundial do Controlador de Tráfego Aéreo.
 

             Uma boa notícia que deu no Jornal A Tarde, de 20 de outubro de 2013, domingo: “Saudação – Itapuã é palco de homenagem ao poeta Vinícius de Moraes”. Centenas de pessoas se reuniram ontem para acompanhar o projeto “Itapuã – Centenário do Poeta”, para homenagear os cem anos de nascimento de Vinícius de Moraes (1913-1980). O encontro foi na praça que leva o nome do artista, onde, no fim da tarde, os cantores Sidney Magal, Alexandre Leão, Carla Visi, Firmino de Itapuã e Cláudia Cunha interpretaram composições do “poetinha”.

 

Uma notícia ruim que deu no jornal A Tarde, de 20 de outubro de 2013, domingo: “Qualidade do Ar – Brasil polui como país de primeiro mundo e frota automotiva é a principal vilã”. Desmatamento deixou de ser a principal causa da emissão de gases de efeito estufa.

 

Li no Jornal A Tarde, de 20 de outubro de 2013, domingo, que trouxe a seguinte manchete: “Urbanismo – Obras mudam a cara da orla para o verão”. População vive expectativa de como os trechos ficarão durante a alta temporada. Na Boca do Rio, resultado das intervenções foi aprovado por moradores.

 

Uma boa notícia que deu no Jornal Folha de S. Paulo, de 20 de outubro de 2013, domingo: “Mercado Aberto – Distribuidoras de Remédios empregam mais em 2013”. Em 2013, 54,6% dos associados devem contar com um quadro de empregados maior que o do ano passado, segundo levantamento da Abradilan. O crescimento do número de empregados se deve ao desempenho que o ramo farmacêutico tem apresentado.

 

Uma notícia ruim que deu no Jornal Folha de S. Paulo, de 05 de outubro de 2013, domingo: “Cotidiano – SUS paga 201 consultas no mesmo dia para paciente”. Em  um único dia, um paciente “conseguiu ser atendido” 201 vezes em uma clínica de Água Branca, no Piauí. A proeza não parou por – o valor das duas centenas de consultas foi cobrado dfo SUS. O mesmo local cobrou tratamentos em nome de mortos.

 

Li no Jornal Folha de S. Paulo, de 05 de outubro de 2013, sábado, como principal manchete de capa: “Folha Transparência – Em 5 anos, SUS sofre desvios de R$ 500 milhões”. Prefeituras, governos e órgãos públicos e particulares aplicaram irregularmente R$ 502 milhões de recursos do SUS em cinco anos. Checagens de 2008 a 2012 do governo indicaram os desvios, equivalentes a 227 novas UPAs (unidades de pronto atendimento).

 

Fiz palavras cruzadas e sudoku.

 

            Até amanhã meus fiéis seguidores!

          

 

 

 

 

 

domingo, 20 de outubro de 2013

19 de outubro de 2013 (sábado)


           Hoje fui logo cedo para a Multiclin para me consultar para poder pegar a receita do maleato de enalapril para retirar o remédio grátis na farmácia popular. Como consegui consulta extra esperei por duas horas. Consultei-me com dra. Manuela e ela me concedeu a receita. Graças a Deus! Tomei o ônibus e fui numa loja de presentes para comprar uma lembrancinha para levar pro Rio de Janeiro. Almocei depois das 13 horas. Vim um pouquinho para o computador. Depois fui até o salão da Rita apanhar os produtos que eu havia encomendado e que já me arrependi! Saí de lá e fui procurar o apartamento de uma aluna que levou o meu guarda-chuva. Já faz uma semana que isso aconteceu. Telefonei para a casa dela e a avó pensava que ela estava vindo para a aula. E não. Disse mais: iria trazer o guarda-chuva no dia seguinte e não trouxe. E continua chovendo em Salvador. Não muito, mas chove. O endereço que a menina me deu não existe...

 

       Hoje está completando 30 meses que a minha mãe faleceu. Fui à missa das 19 horas em sufrágio de sua alma. A Igreja estava linda. A missa foi muito bonita.

 
          Abaixo vou transcrever mais um capítulo do livro: “ A maior história de todos os tempos: a própria vida” . Leiam a crônica Como fui parar na penitenciária:

 


                            COMO FUI PARAR NA PENITENCIÁRIA


 


Estava procurando transferência de colégio para eu dar aula. O Colégio Estadual Senhor do Bonfim já não dava para mim. Era muito longe de casa e também a diretora não me queria mais lá (outro dia eu conto esta história). Visitei alguns colégios, inclusive da periferia, mas não me encantei por nenhum. E o tempo passando...

 

Fui diversas vezes à Secretaria da Educação em busca de um colégio razoável, que não fosse tão pequeno e nem tão longe da minha casa. Nesse vai e vem, o funcionário que estava me atendendo foi falando, como se fosse para ele mesmo, tem o colégio k, x, y... e a escola da Penitenciária... Eu o interrompi e perguntei você falou p-e-n-i-t-e-n-c-i-á-r-i-a?

 

“É ... mas lá não serve pra você”. Aí ele me desafiou. “Não serve por QUE?” A partir daí ele me enumerou um rosário de coisas ruins. “Primeiro: é longe; segundo: o ambiente é perigoso; terceiro: você vai trabalhar com gente da pior espécie, quarto... e por aí vai”. “E lá não tem nada de bom?”  “Eles pagam 50% a mais e outros benefícios!” Foi a gota d’água.

 

Com a carta na mão lá fui eu para a Penitenciária. Achei longe, muito longe. No portão principal um bocado de gente mal-encarada (com o tempo vi que era tudo gente boa) me indicou onde ficava a escola. Andei por um corredor de asfalto velho entre árvores (se cuidadas até que eram bonitas) por uns 10 o 12 minutos intermináveis. Mais adiante mais agentes, até que cheguei lá.

 

A diretora me atendeu com um sorriso enorme e um abraço. “Agora, graças a Deus vamos ter uma professora de matemática. Sabe, ninguém quer vir pra cá. Os professores parece que têm medo. Vamos já para a Secretaria fazer sua transferência para a escola da Penitenciária”. Depois de tudo, quando cheguei a casa e contei – toda alegre – a façanha, minha filha não gostou.

 

Mãe o que você vai fazer numa penitenciária em contato com presos? Você pirou de vez? Lá não entro. Nunca vou lá. E se tiver uma rebelião? Ao invés de você procurar se envolver com pessoas de bem, você vai se envolver com marginais? Mais ou menos nesse tom e com essas palavras ela demonstrou sua insatisfação. E a ladainha foi grande. Qualquer pessoa que eu comentava da minha decisão perguntava logo: “e lá não é perigoso?”

 

Passei 6 anos lá. Tinha um aluno muito simpático, sorridente que havia matado a própria mãe. Era um ex-vereador de Alagoinhas. Tinha outro que havia matado umas 6 ou 7 pessoas, inclusive uma criancinha. Havia  pedófilos, latrocidas, ladrões, estelionatários, traficantes e muitos outros delitos cometidos por eles, mas todos se diziam inocentes ou mataram por legítima defesa.

          

            A frase do dia: “O negro é discriminado no Brasil socialmente, çpor ser mais pobre, e pela cor da pele. Temos um passivo social em relação ao racismo que se reflete na violência” (CERQUEIRA, Daniel, diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA) APUD Jornal A Tarde, de 18 de outubro de 2013. Pág. A-3).

 

19 de outubro de 1901, Santos Dumont convocou jurados do Aeroclube de Paris para testemunhar a volta do seu dirigível no. 6 em torno da Torre Eiffel e arrematar o prêmio Deutsch. Em 19 de outubro de 1968, Brasil, Argentina e Paraguai assinaram acordo tripartite para recursos hidráulicos no trecho do Rio Paraná desde as Sete Quedas até a foz do Rio da Prata. Em 19 de outubro 1913, nasceu o diplomata, poeta e compositor brasileiro Vinícius de Moraes. Em 19 de outubro 1922, nasceu o teatrólogo e novelista brasileiro Dias Gomes. Em 19 de outubro de 1887, morreu o pintor português da época romântica José Rodrigues. Em 19 de outubro de 1931, morreu a escultora francesa Camille Claudel. Hoje é comemorado o Dia da Inovação.

 

             Uma boa notícia que deu no Jornal A Tarde, de 19 de outubro de 2013, sábado: “Imobiliário – Obras na orla atraem investimentos e valorizam propriedades”. A prefeitura anunciou uma série de obras de requalificação na orla de Salvador. A medida valoriza imóveis e atrai novos investimentos.

 

Uma notícia ruim que deu no jornal A Tarde, de 19 de outubro de 2013, sábado: “Teixeira de Freitas – Falso médico diplomado na Bolívia é preso no sul da Bahia”. Diplomado na Bolívia, Antônio Cleiton Braga Leite não tem o Revalida e usava carimbo de um profissional de Salvador.

 

Li no Jornal A Tarde, de 19 de outubro de 2013, sábado, que trouxe a seguinte manchete: “IPTU – Cadastramento de 150 mil imóveis será compulsório”. A prefeitura de Salvador decidiu cadastrar compulsoriamente os q150 mil imóveis e terrenos, que não se inscreveram n o banco de dados da Secretaria Municipal da Fazenda para cobrança do IPTU.

 

Uma boa notícia que deu no Jornal Folha de S. Paulo, de 05 de outubro de 2013, sábado: “Mercado – Governo vai aliviar tributo Da Petrobras no exterior”. Benefício faz parte de medida que muda cobrança sobre lucro de múltis. Pré-sal aumentará ganhos, pois estatal pagará a subsidiárias de fora aluguel pelos equipamentos usados.

 

Uma notícia ruim que deu no Jornal Folha de S. Paulo, de 05 de outubro de 2013, sábado: “Mercado – Maior incêndio do porto de Santos eleva preço do açúcar”. Fogo em seis armazéns atingiu 180 mil toneladas do produto. O maior incêndio já registrado no porto de Santos, no litoral paulista, atingiu ontem de manhã todos os seis armazéns da Copersucar, principal exportadora de açúcar do país, interferindo nos preços do produto no mercado mundial.

 

Fiz palavras cruzadas e sudoku.

 

            Até amanhã meus fiéis seguidores!